Frontline Forte

Nasceu no dia 25 de Abril de 2006. Tem um nome sonante mas, afinal, é um anti-parasitas para cães & gatos.O seu lema é não ter lema. Embora saiba que só há duas espécies de homens: os que "sim" e os que "não".

Quinta-feira, Julho 27, 2006

 

Estória da loira que se queria suicidar...



Uma loira gostosíssima ia atirar-se da ponte 25 de Abril,quando
aparece um marinheiro:

-"Eh, pá, míuda, não faças isso!

-"Sim! Vou atirar-me! A minha vida é uma desgraça!"
-"Não faças isso! Olha, o meu navio está de partida para oBrasil.
Porque é que não vens comigo e pensas melhor durante a travessia?
Chegando lá, se ainda te quiseres matar, pelo menos ficaste a
conhecer o Brasil."

A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para o porão do
navio, onde viajaria clandestinamente.

Durante duas semanas o marinheiro visitava a loira à noite,
levava-lhe comida e água e dava-lhe uma queca.
Todos os dias, comida, água e pimba.
Um dia, o comandante fez uma inspecção ao porão do navio e
descobriu a loira.

Ela não teve outra alternativa senão contar-lhe a verdade:
-"Sabe, Sr. Comandante, eu estou aqui a viajar para o Brasil,
porque um marinheiro salvou-me da morte. Todas as noites ele traz
comida e água e, como agradecimento, eu deixo-lhe dar-me uma
queca. Fizemos este acordo até chegarmos ao Brasil. Ainda
falta muito para lá chegar?"

-"Não sei, menina. Mas enquanto eu for Comandante, este catamaran
faz a travessia Barreiro -Terreiro do Paço e volta."
1. E se o sedutor que ía para o "Brasil" descobrisse que a loira era, afinal, um "loiro"?
2. Porque razão o Comandante do catamaran não lhe mentiu - dizendo que ainda estavam a sair da Barra, por ex., - aproveitando assim para..
3. Será que o Comandante é gay?
4. E se ela fosse morena?
5. Desconheciamos que se podia andar a pé na ponte 25 de Abril... Muito menos para este tipos de abordagens..

Segunda-feira, Maio 29, 2006

 

Cidade

http://www.youtube.com/watch?v=pjBWT4cBHXc


Domingo, Maio 14, 2006

 

Para Grouxo Marx


Alguém sugeriu que os alfaiates fizessem os fatos de tabaco, em vez de tecido, de modo que, sempre que quiséssemos encher o nosso cachimbo preferido, nos bastasse rasgar um pedaço e enfiá-lo no cachimbo. Depois de falar nisto, não me parece grande ideia, pois um fato, depois de fumadas as lapelas, seria muito pouco prático. Onde é que espetávamos os crachás de campanha, ou os dentes de alce?

 

A responsabilidade do jornalista...




Sexta-feira, Maio 12, 2006

 

Sinais dos tempos

O CASO AFINSA E OS JORNAIS

Em Portugal como em Espanha alguns jornais insuspeitos, desdobraram-se em artigos simpáticos para com a Afinsa, o que credibilzou os investimentos propostos por esta empresa, induzindo investidores menos esclarecidos a confiarem as suas poupanças a estas empresas. Seria bom que, por exemplo, Pinto Balsemão explicasse porque razão o seu Expresso publicou sistematicamente notícias simpáticas para com a Afinsa. Foi simpatia, informação ou será que em Portugal há "notícias" pagas por debaixo da mesa?

E ainda falam mal dos blogs...

Segunda-feira, Maio 08, 2006

 

Poesia reflexiva


Costumo dizer que entre eu e a poesia há um abismo. Quando era puto enfastiava-me, tropeçava naquela lenga-lenga, era pior do que comer sopa com garfos; agora que já não sou puto acho que existe duas espécies de poesia: a) a poesia lenga-lenga, auto-projectiva, auto-justificativa, narcísica, egocêntrica e algo naturalista; b) e a outra - a poesia reflexiva - que nos permite, numa penada, condensar a energia magnética, uma vibração que tende atrair energia com qualidade. Só que essa energia, ao que consigo perceber pelas dezenas de poesias-reflexões que esta autora graciosamente nos deixa, traduzem-nos pensamentos e sentimentos que, por sua vez, atraem energia de natureza idêntica. Apercebemo-nos disto mesmo quando, por exemplo, econtramos alguém em quem estávamos a pensar quando pegamos num livro que contém essa informação que precisamos nesse momento. Ou seja, tento compreender o que se passa aqui com esta autora que não se identifica no blog - e julgo encontrar uma forma de energia rápida, por vezes fulminante, leve, volúvel. Entro ali e fico assaltado num ápice. É como se gamassem a carteira, mas quando de lá regresso deparo-me como ela ficou recheada. É isso que ando para dizer há meses da autora deste blog e da poesia que produz. Julgo haver aqui uma espécie de lei da irradiação e da atracção, até porque o pensamento ou as ideias precedem sempre a concretização da acção. E esta é, segundo me parece, e é um leigo que fala, ou melhor escreve - uma poesia-acção, uma pintura fulminante na tela das emoções, um vestido novo, rápido que cai sempre bem. Nem sempre a poesia condensa ideia e pensamento. Aqui eles andam de mão dada. Só ainda não percebi se, nesse processo criativo, existe uma ideia prévia que conduz depois a uma imagem; ou se é a imagem que previamente recontroi ou comanda todo o texto - emprestando-lhe a narrativa do momento que se procura eternizar... Ler esta poesia exige fôlego. Mas o prazer desse exercício compensa bem esse investimento intelectual-emocional. E o mais interessante ainda, em nosso entender, é que a autora percorre os caminhos do poder e satiriza-os sem piedade - daí resultando também uma importante ferramenta de análise (cívica, social, política) importante para sociólogos e politólogos. Um exemplo: veja-se o mimo que é a narrativa que a autora pinta para situar no espaço e no tempo um senhor de nome Alberto João jardim da Madeira. Ou seja, julgo encontrar aqui uma poetisa com forte sensibilidade política. Um conselho: encha-se primeiro (os três) pulmões que tem para assimilar esta empresa. Ora experimente e veja se não é como aqui se diz... Se tiver dúvidas, releia, verá que elas se dissipam.

 

Agradar a todos é impossível



Sempre procurei, na medida do possível, perceber as motivações das pessoas. A psicologia é fundamental nessa tarefa. E não é preciso ser um dr. Freud ou apenas um Corvo que responda por esse nome para compreender que não é possível agradar a todos. Especialmente, quando se está no cumprimento duma actividade política cujas decisões "mexem" com a vida de milhões de pessoas. Vem isto a propósito da necessidade de alguns governantes quererem agradar a gregos e a troianos, espatifando-se em conferências de imprensa. Como se os ministros governassem para os jornais e não para a turba que os aplaude. Freitas, apesar do sr. Carneiro como chefe de operações comunicacionais do seu gabinete, tem revelado uma inépcia a toda a prova. Sugerimos mesmo que um aluno do 1º ano de Comunicação Social possa substituir o sr. jacinto nesse posto, e que aquele regresse à casa matricial: a Sic. É que produzir erros e dislates numa estação de tv à cadência da lux e com meia dúzia de telespectadores não é bem a mesma coisa do que inflingir danos e ofender a inteligência de milhares de portugueses através do (des)governo das "Nexexidades". Sobretudo na esfera sensível que sempre é a pasta dos Estrangeiros. Isto, claro está, aplica-se ao actual momento político através da emissão marqueteira de inúmeras medidas governativas avulsas que pretendem penetrar no subconsciente colectivo e, assim, facilitar a própria governação. Mas também se deve dizer, em abono da verdade, que governar hoje com a meretriz da globalização sempre a pregar partidas, é um calvário. Por isso, admiramos aqui os governantes lusos, - especialmente, porque têm de representar mais e melhor. Nem sempre com sucesso, como lamentavelmente, o caso de Freitas ilustra. Vejamos: a situação da actual política portuguesa faz lembrar a estória do homem, do rapaz e do burro. Um pai andava pelas ruas com o seu filho e um jumento. O pai ia montado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando o burrito por uma corda.
- Pobre criança! exclamou uma pessoa na rua. Tão pequena e a esforçar-se tanto.. Como pode o pai ficar ali sentado calmamente, montado no burro, a ver o rapaz esgotando-se de tanto correr.

- O pai levou a sério a observação, e desmontou-se do burro e assumiu o rapaz essa posição. Pouco depois, outra pessoa passava e dizia: - Que absurdo, um fedelho ali sentado no burro como um sultão, enquanto o seu velho pai se arrasta a seu lado.

- Este comentário também desagradou ao rapaz que ía montado no jericó.
- Uma terceira pessoa passa por perto e faz uma outra crítica: onde é que já se viu fazer tamanha crueldade a um pobre burro!!! Vergando o dorso do jumento.. Como é que quer o rapaz quer o seu pai podem fazer tantar injustiça a um animal tão humilde e pacato?!! - como se tivessem sentados num sofá vendo o Mourinho ou o Figo dando chutos na bola, que são outros burros.

- Moral da estória: qualquer que seja a atitude dos políticos, dos gestores, de cada um de nós nas nossas vidas privadas, haverá sempre alguém a discordar da nossa atitude. Por exemplo, no caso de Freitas, será natural que Carneiro jacinto o pressionará a continuar nas Necessidades; outros, porventura, aconselhá-lo-ão a deixar o posto de imediato. Mas no caso de Freitas, que aqui não passa dum mero epifenómeno e serve apenas para dar cor à página, será sempre melhor sermos nós próprios a determinar o que é correcto fazer a cada momento.



  • Por isso, ofereça-se a Freitas este belo estojo de canetas Parker 51 para assinar respectivo o pedido de de....

Sexta-feira, Maio 05, 2006

 

Altitudes e latitudes alentejanas: reflexões cosmopolitas


A mil metros de altitude um homem já não pensa, levita.
Já não reflecte, flutua.
Já não analisa, flui no sopro do vento que passa.
A 900 m. de altura - somos mais do que um corpo ou uma personalidade.
O espírito e o "interior" são superiores ao corpo e ao "fora" do homem - por mais que a nossa aparência exterior mude.
É isto que Marvão faz às pessoas.
O desacerto de 100m. é puro mistério explicável pela natureza da própria geografia e doutras "geografias" não explicáveis pelo homem.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

 

A amizade


Creio que é o essencial da paixão argentina. Além disso, tem grandes vantagens. Por exemplo o amor exige contínuos milagres, exige reciprocidade. Se se deixa de ver uma pessoa durantes uns dias, podemos chegar a sentir-nos muito infelizes. Em contrapartida, uma amizade pode prescindir da frequência.

J. L. Borges
Clarín Revista, 5 de Março de 1970

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