



viem mais publicidade para a minha caixa de correio de forma a angariar mais um cliente on line, porque eu estou armado de filtros até aos dentes, e dispenso um jornalismo que não é isento, objectivo, transparente e rigoroso e, por isso, deixa muito a desejar. Prefiro o jornal do Fundão ou até o outro de Vilar de Perdizes cujo director é o Padre Fontes que tem fama local de ser o maior bruxo e curandeiro regional. 
assa aqui com esta autora que não se identifica no blog - e julgo encontrar uma forma de energia rápida, por vezes fulminante, leve, volúvel. Entro ali e fico assaltado num ápice. É como se gamassem a carteira, mas quando de lá regresso deparo-me como ela ficou recheada. É isso que ando para dizer há meses da autora deste blog e da poesia que produz. Julgo haver aqui uma espécie de lei da irradiação e da atracção, até porque o pensamento ou as ideias precedem sempre a concretização da acção. E esta é, segundo me parece, e é um leigo que fala, ou melhor escreve - uma poesia-acção, uma pintura fulminante na tela das emoções, um vestido novo, rápido que cai sempre bem. Nem sempre a poesia condensa ideia e pensamento. Aqui eles andam de mão dada. Só ainda não percebi se, nesse processo criativo, existe uma ideia prévia que conduz depois a uma imagem; ou se é a imagem que previamente recontroi ou comanda todo o texto - emprestando-lhe a narrativa do momento que se procura eternizar... Ler esta poesia exige fôlego. Mas o prazer desse exercício compensa bem esse investimento intelectual-emocional. E o mais interessante ainda, em nosso entender, é que a autora percorre os caminhos do poder e satiriza-os sem piedade - daí resultando também uma importante ferramenta de análise (cívica, social, política) importante para sociólogos e politólogos. Um exemplo: veja-se o mimo que é a narrativa que a autora pinta para situar no espaço e no tempo um senhor de nome Alberto João jardim da Madeira. Ou seja, julgo encontrar aqui uma poetisa com forte sensibilidade política. Um conselho: encha-se primeiro (os três) pulmões que tem para assimilar esta empresa. Ora experimente e veja se não é como aqui se diz... Se tiver dúvidas, releia, verá que elas se dissipam.

ai ia montado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando o burrito por uma corda.
miu o rapaz essa posição. Pouco depois, outra pessoa passava e dizia: - Que absurdo, um fedelho ali sentado no burro como um sultão, enquanto o seu velho pai se arrasta a seu lado.
outros, porventura, aconselhá-lo-ão a deixar o posto de imediato. Mas no caso de Freitas, que aqui não passa dum mero epifenómeno e serve apenas para dar cor à página, será sempre melhor sermos nós próprios a determinar o que é correcto fazer a cada momento.

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